sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sem filtro...

Muito o que dizer e muita falta de paciência. Daí sigo gessingeriando...

***

Na veia
Humberto Gessinger
Se você perguntar por mim
vão dizer que eu ando muito estranho
vão dizer que eu ando por aí
quando você perguntar por mim

se você perguntar por mim
vão dizer as coisas mais estranhas
nenhuma resposta vai satisfazer
quando você perguntar por mim

! vem !
ver com os próprios olhos
! vem !
ver a vida como ela é

se você está mesmo a fim
de saber por onde eu ando
de saber por quê eu ando assim
é melhor nem perguntar por mim

! vem !
ver com os próprios olhos
! vem !
ver a vida como ela é

sem filtro, na veia
sem filtro, na veia

! vem !
ver com os próprios olhos
! vem !
ver a vida como ela é

domingo, 5 de dezembro de 2010

Nada deve pesar...

Mesmo já havendo passado o dia em que deveria ter postado a composição abaixo, continuo sentindo as mesmas boas sensações. Refere-se ao dia 2 de dezembro último. Saudações!

***

Ilex Paraguarienses
Humberto Gessinger

Hoje eu acordei mais cedo
Tomei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória... procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)
Tudo deve estar suspenso... nada deve pesar
Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer

Hoje eu acordei livre: não devo nada a ninguém
Não há nada que me prenda

Ainda era noite, esperei o dia amanhecer
Como quem aquece a água sem deixar ferver
Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
Até que a chama se acenda

Verde... quente... erva... ventre... dentro... entranhas
Mate amargo noite adentro estrada estranha

Nunca me deram mole, não (melhor assim)
Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)
Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)
Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)

Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza
Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza

... ilex paraguariensis...
... ilex paraguariensis...